Nasci nas margens dum rio!
Numa noite sem lua,
Com vento,
Com chuva
E com frio.
Nasci nas margens dum rio…
Nasci de noite, sem aviso!
Numa noite de temporal,
Com neve,
Com gelo
E granizo.
Nasci de noite, sem aviso…
Nasci no alto dum monte!
Entre estevas e giestas.
Nasci nu, como todos nascem.
Nasci puro e sem mais vícios!
Entre pernas e sofrimentos.
Nasci… como todos nascem.
quinta-feira, 9 de abril de 2009
domingo, 8 de março de 2009
IMAGINO-TE!!!
Imagino-te
Num entardecer à beira-mar,
Numa praia de finas areias,
Onde as ondas molham os teus pés nus
Que na areia molhada deixam marcas…
Imagino-te
À janela de um solar minhoto,
De cabelos ondulando nas brisas que passam,
Olhando o horizonte que frente a ti se estende,
E que nos teus olhos mil sonhos reflectem…
Imagino-te
Saltando e correndo num campo de flores,
Por entre milhos e demais sabores,
As garças voando em redor de cores.
O teu chapéu de fitas, para trás ficando,
E os teus risos nos ares ecoando…
Imagino-te
Junto à varanda numa manta jogada,
Lendo um livro, num sofá deitada;
E nesse romance mergulhada,
O teu rosto calmo, sereno, brilhando…
Imagino-te
Lá acima, no alto duma falésia
Olhando o pôr-do-sol, que se via
Num mar de suaves ondas mergulhar,
E na tua face a sua luz reflectia…
Imagino-te
Numa qualquer rua, correndo
Numa saia de pregas ondulantes,
E a alegria no teu rosto brilhando,
Por entre os lábios um sorriso vivia.
Imagino-te
Nesse espelho reflectida,
E nos meus olhos mergulhada;
Em meus braços estendida e
Pela minha boca abraçada.
Imagino-te
Por entre nuvens e calores;
Por entre cardos e flores;
Por entre ódios e amores;
Por entre fogos e cores.
Imagino-te
Vestida de azul, de rosa, de anil,
De contente, de feliz e de febril,
Deitada num desgosto ou numa paixão!
Imagino-te
De olhos abertos e lábios cerrados,
De boca aberta e de olhos fechados,
De peito arfando de desejos contidos!
Imagino-te
Em relva deitada, carente, encantada,
Pelo luar beijada e por mim amada!
Imagino-te…
Num entardecer à beira-mar,
Numa praia de finas areias,
Onde as ondas molham os teus pés nus
Que na areia molhada deixam marcas…
Imagino-te
À janela de um solar minhoto,
De cabelos ondulando nas brisas que passam,
Olhando o horizonte que frente a ti se estende,
E que nos teus olhos mil sonhos reflectem…
Imagino-te
Saltando e correndo num campo de flores,
Por entre milhos e demais sabores,
As garças voando em redor de cores.
O teu chapéu de fitas, para trás ficando,
E os teus risos nos ares ecoando…
Imagino-te
Junto à varanda numa manta jogada,
Lendo um livro, num sofá deitada;
E nesse romance mergulhada,
O teu rosto calmo, sereno, brilhando…
Imagino-te
Lá acima, no alto duma falésia
Olhando o pôr-do-sol, que se via
Num mar de suaves ondas mergulhar,
E na tua face a sua luz reflectia…
Imagino-te
Numa qualquer rua, correndo
Numa saia de pregas ondulantes,
E a alegria no teu rosto brilhando,
Por entre os lábios um sorriso vivia.
Imagino-te
Nesse espelho reflectida,
E nos meus olhos mergulhada;
Em meus braços estendida e
Pela minha boca abraçada.
Imagino-te
Por entre nuvens e calores;
Por entre cardos e flores;
Por entre ódios e amores;
Por entre fogos e cores.
Imagino-te
Vestida de azul, de rosa, de anil,
De contente, de feliz e de febril,
Deitada num desgosto ou numa paixão!
Imagino-te
De olhos abertos e lábios cerrados,
De boca aberta e de olhos fechados,
De peito arfando de desejos contidos!
Imagino-te
Em relva deitada, carente, encantada,
Pelo luar beijada e por mim amada!
Imagino-te…
quinta-feira, 1 de janeiro de 2009
VERSOS DIVERSOS
Nota: já tenho ouvido pessoas que reputo de bem formadas e esclarecidas rotularem uma “tal” guerra ser uma guerra má! E eu fico pensando: mas também há as boas? Por isso saíram-me estes: VERSOS
Não vejo o sol nem a névoa
Nem a chuva caindo na terra;
Sinto a dor e sinto a mágoa,
E sinto a raiva que o meu peito encerra.
Não quero aqui ser um morto,
Um infeliz ou um mendigo.
Que nesta terra de escravos
Qualquer um morre sem sentido.
Não quero guerras nenhumas.
Não quero as más nem as boas!
Porque eu nunca, nunca Percebi
A razão de matar pessoas!
Com tantas catástrofes no mundo:
Cheias, terramotos ou epidemias,
São necessários mais métodos
Para matar quem morre de fome?
Ou quem não come por vários dias?
Não vejo o sol nem a névoa
Nem a chuva caindo na terra;
Sinto a dor e sinto a mágoa,
E sinto a raiva que o meu peito encerra.
Não quero aqui ser um morto,
Um infeliz ou um mendigo.
Que nesta terra de escravos
Qualquer um morre sem sentido.
Não quero guerras nenhumas.
Não quero as más nem as boas!
Porque eu nunca, nunca Percebi
A razão de matar pessoas!
Com tantas catástrofes no mundo:
Cheias, terramotos ou epidemias,
São necessários mais métodos
Para matar quem morre de fome?
Ou quem não come por vários dias?
domingo, 23 de novembro de 2008
CHOVE LÁ FORA
Chove lá fora suavemente,
Sem barulhos, lentamente,
Em gotas miudinhas,
Pequeninas, que mal se sentem.
Molham tudo à sua volta,
Aos grandes e aos pequenos,
Aos loiros e aos morenos,
A todos sem distinção,
Seja Manuel ou João.
Formam “rios” pelos declives,
Pelos passeios e abrigos,
Pelas hortas e pelos matos
E pelos campos de trigos.
Regam ali que é preciso,
Mais além onde não é,
Molham tudo por onde passam,
Regam o milho e o café.
Molham a rua onde moro,
Onde vivo, riu e choro!
Sem barulhos, lentamente,
Em gotas miudinhas,
Pequeninas, que mal se sentem.
Molham tudo à sua volta,
Aos grandes e aos pequenos,
Aos loiros e aos morenos,
A todos sem distinção,
Seja Manuel ou João.
Formam “rios” pelos declives,
Pelos passeios e abrigos,
Pelas hortas e pelos matos
E pelos campos de trigos.
Regam ali que é preciso,
Mais além onde não é,
Molham tudo por onde passam,
Regam o milho e o café.
Molham a rua onde moro,
Onde vivo, riu e choro!
segunda-feira, 11 de agosto de 2008
NAQUELE LUGAR
Naquele lugar havia um lago,
Haviam flores, pássaros e odores;
Haviam árvores e castores;
Haviam amores!
Naquele lugar haviam carícias,
Haviam beijos e outras delícias;
Haviam flores e outros odores;
Haviam amores!
Naquele lugar haviam urzes,
Haviam namoros e outras luzes;
Haviam pássaros e castores;
Haviam amores!
Naquele lugar havia sol,
Havia um cuco e um rouxinol;
Haviam rosas e outras flores;
Haviam amores!
Onde estavas eu não te via,
Não te ouvia nem te sentia!
E de saudades eu morria…
Naquele lugar fui uma sombra!
Mas naquele lugar foste o luar,
Quando a meu lado, sentada,
Me olhaste e me beijaste
E de amor me falaste.
Haviam flores, pássaros e odores;
Haviam árvores e castores;
Haviam amores!
Naquele lugar haviam carícias,
Haviam beijos e outras delícias;
Haviam flores e outros odores;
Haviam amores!
Naquele lugar haviam urzes,
Haviam namoros e outras luzes;
Haviam pássaros e castores;
Haviam amores!
Naquele lugar havia sol,
Havia um cuco e um rouxinol;
Haviam rosas e outras flores;
Haviam amores!
Onde estavas eu não te via,
Não te ouvia nem te sentia!
E de saudades eu morria…
Naquele lugar fui uma sombra!
Mas naquele lugar foste o luar,
Quando a meu lado, sentada,
Me olhaste e me beijaste
E de amor me falaste.
sexta-feira, 11 de julho de 2008
O CHORO E A RAIVA
Choro de raiva só porque choro;
Choro de raiva porque não choro!
Choro de raiva! Choro e Choro,
E só porque choro, choro de raiva!
Choro de raiva pelas injustiças,
Pelas calúnias e pelas malícias!
Choro de raiva pelos boatos,
Pelos fracos e pelos maus tratos!
Choro de raiva pela minha fraqueza,
Pela minha insegurança e pouca firmeza!
Choro de raiva pela minha impotência
De obrigar quem pode a uma melhor certeza!
Choro de raiva de noite e de dia,
Pela minha paz e minha cobardia!
Choro de raiva à noite deitado,
Entre lençóis e bem aconchegado!
Choro de raiva quando deitado!
E mesmo dormindo estando acordado,
Choro de raiva!
Choro de raiva! E choro! E choro!
Choro a revolta que por mim passa
Por saber que não mereço
Que me acusem de tanta desgraça!
Choro de raiva! E choro! E choro!
E choro com raiva pelo meu choro!
O meu choro nada resolve;
O meu choro nada adianta;
O meu choro só satisfaz
Aqueles que não me amam!
E também por isso eu choro!
Como choro pelos que amo!
Choro de raiva porque não choro!
Choro de raiva! Choro e Choro,
E só porque choro, choro de raiva!
Choro de raiva pelas injustiças,
Pelas calúnias e pelas malícias!
Choro de raiva pelos boatos,
Pelos fracos e pelos maus tratos!
Choro de raiva pela minha fraqueza,
Pela minha insegurança e pouca firmeza!
Choro de raiva pela minha impotência
De obrigar quem pode a uma melhor certeza!
Choro de raiva de noite e de dia,
Pela minha paz e minha cobardia!
Choro de raiva à noite deitado,
Entre lençóis e bem aconchegado!
Choro de raiva quando deitado!
E mesmo dormindo estando acordado,
Choro de raiva!
Choro de raiva! E choro! E choro!
Choro a revolta que por mim passa
Por saber que não mereço
Que me acusem de tanta desgraça!
Choro de raiva! E choro! E choro!
E choro com raiva pelo meu choro!
O meu choro nada resolve;
O meu choro nada adianta;
O meu choro só satisfaz
Aqueles que não me amam!
E também por isso eu choro!
Como choro pelos que amo!
quarta-feira, 11 de junho de 2008
PALAVRAS!
As palavras que me faltam,
As que não vejo nem oiço,
São as que mais vezes te digo,
As que sempre vou repetindo,
Em todos os meus pensamentos,
Em todos os meus momentos,
Por entre risos ou tormentos!
Por não ser assim tão letrado,
E mais não ter aprendido,
Fico sentado a teu lado,
Com ternura, Apaixonado,
Aos teus encantos rendido.
Tu não me vês nem me ouves,
Mas sabes que eu existo;
Olha-me que seja uma vez
E sente o que eu nunca te disse!
As que não vejo nem oiço,
São as que mais vezes te digo,
As que sempre vou repetindo,
Em todos os meus pensamentos,
Em todos os meus momentos,
Por entre risos ou tormentos!
Por não ser assim tão letrado,
E mais não ter aprendido,
Fico sentado a teu lado,
Com ternura, Apaixonado,
Aos teus encantos rendido.
Tu não me vês nem me ouves,
Mas sabes que eu existo;
Olha-me que seja uma vez
E sente o que eu nunca te disse!
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