terça-feira, 30 de junho de 2026

FOLHAS D'OUTONO.

 

.. um poema de ideias que sobram

para além das cores outonais

dos infinitos matizes das folhas

que nas árvores lhes vestem os ramos

querendo alegrar o cinzento

do Inverno que não tarda em chegar.

... um poema que é como um vento

rimando por entre as ramagens,

ora agreste ora numa leve brisa,

agitando sem parar o prazer de por ali passar.


terça-feira, 7 de março de 2017

domingo, 20 de março de 2011

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

LAGOS - SEMPRE O 1ª POST













Quando forem a Lagos não deixem de ir à Ponta da Piedade para lhes ser possível admirar ao vivo e a cores as imagens que aqui vos deixo.
A primeira é uma vista geral da baía.
A segunda é O Sapato, nome porque é conhecida aquela rocha, em formato de um sapato de salto alto.


NA MINHA CAMA

Na minha cama sobra espaço;
Sobra o espaço que tu não ocupas
Que tu aqueces por um só instante
E onde os teus sentimentos ocultas!

Sinto a falta dum murmúrio
De manhã, aos meus ouvidos;
Quando, ainda adormecido
Estou despertando os sentidos.

Mas tu não me ouves nem falas,
Tu não me vês nem me sentes.
Quando acordo já saíste, e
Não estando não me mentes.

Porque te escondes de nós
Se nós nos gostamos tanto?
E o choro que te vai na alma!
Porquê todo esse pranto?

Foges para longe do meu mundo,
Mas sempre regressas aqui!
Não é de mim que tu foges;
Tu andas fugindo de ti!

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

UM PASSEIO NO CAMPO

Naquele campo corri
P’ra te poder apanhar;
Fiquei cansado e suei
Sob um sol de rachar!

Atrás duma árvore fui
P’rá bexiga aliviar;
Tão cansado que eu estava
Que nem consegui mijar!

À sombra dum sobreiro
Sentei-me a repousar
E logo no mesmo instante
Deu-me vontade de cagar!

P’ra estar mais a recato
Fui p’ra junto duma figuêra
E de calças já em baixo
Lá deixei a caganêra…

Pôia aqui, pôia acolá
Ali as deixei ficar
E já mais aliviado
Logo me quis limpar.

Para esse sujo trabalho
Uma pedra fui buscar,
Que em folha de figuêra
O cu iria arranhar!

De pouco me serviu
O meu ânus “empedrar”;
A caca que lá restava
Lá ficou a mal cheirar.

Teria que ser usado
O meu lenço de cetim,
(Oferta do meu tio),
No meu “olho” que nunca vira
Um tecido tão macio!

Já terminada a função
Ali ficou, na erva
O meu lenço de cetim,
Perfumado, cheirando a merda!

Ao passeares no campo
Cuidado com qualquer pico;
O papel dá sempre jeito
E também dá um penico!